
No próximo dia 12 de Fevereiro estreia em Portugal ‘Friday the 13th’ de Marcus Niespel – “reboot” da saga de terror dos anos 80 ‘Sexta-Feira 13’, marcando assim o grande regresso de um dos “rostos” mais identificáveis do cinema moderno: Jason Vorhees, o assassino da máscara de hockey que assombrava o campo de férias ‘Crystal Lake’.
De 1980 aos dias de hoje, Jason Vorhees fez 164 vítimas (um recorde!) em 11 filmes (!). A saga teve direito a uma série de TV, adaptações literárias, bandas desenhadas, videojogos e uma variedade inacabável de itens de culto, que vão desde bonecos a máscaras.
Recentemente, foi editado um livro de memórias chamado ‘Crystal Lake Memories’, que recorda todos os horrores do campo de férias onde Jason morreu e renasceu como assassino em série. O livro foi um grande sucesso e tornou-se um objecto de culto. Neste artigo vamos olhar para o passado e recordar a história de uma saga de filmes que teve muitos altos e baixos comerciais, mas que nunca deixou de ser um dos maiores fenómenos de culto do cinema.
Um Mito RealMas afinal porque é que ‘Sexta-Feira 13’ é considerado um dia de azar?
Na realidade, não existe uma explicação definitiva – apenas uma grande combinação de dados. Quer a ‘Sexta-Feira’, quer o número 13, têm associações negativas no imaginário colectivo.
A ‘Sexta-Feira’ foi considerado o dia do azar pela primeira vez no conto ‘The Canterbury Tales’ do século XIV, mas as suas implicações vão bem mais longe… diz-se que a Crucificação de Cristo ocorreu numa sexta-feira. No mundo dos negócios, sempre foi considerado arriscado iniciar actividade à Sexta-Feira… pois ao segundo dia de trabalho o negócio estaria fechado (por ser, Sábado).
Por outro lado o número 13 é considerado azarado por negar o número 12, o número que representa a complementaridade – o número perfeito. Na história, havia 12 tribos em Israel, 12 apóstolos, 12 deuses no Olimpo, existem 12 signos do zodíaco, os relógios têm 12 horas e o ano 12 meses. Portanto o 13 é o número do azar… a negação da perfeição e da harmonia.
Mas a realidade é que existem centenas de explicações, que vão desde uma maldição do tempo das cruzadas e dos templários até às bruxas de Sabbath.
Uma curiosidade: o medo da Sexta-Feira 13 chama-se “paraskavedekatriaphobia”! Mas que não se tome esta fobia por uma excentricidade – segundo o Wikipedia, nos EUA de 17 a 21 milhões de pessoas sofrem deste medo, chegando algumas ao ponto de nem sair de casa!
Uma preocupação para a New Line Cinema, que lança ‘Friday the 13th’ nesta data.
Um Mito CinematográficoVerão de 1957. Uma tragédia assola o campo de férias Crystal Lake.
Jason Vorhees, uma criança diferente, morre afogada no lago, vítima de negligência por parte dos monitores do campo de férias. Após algum escândalo mediático, o caso cai no esquecimento.
No ano seguinte, dois dos monitores do campo são barbaramente assassinados – no rescaldo, o campo de férias é considerado amaldiçoado e deixado ao abandono.
Vinte anos mais tarde, um dos herdeiros do campo decide reabri-lo, contratando um grupo de jovens para tratarem das preparações para a sua reabertura. Mas, um a um, eles são brutalmente assassinados por uma mulher - Mrs. Vorhees, a mãe da criança que morrera afogada em 1957, que sofre de dupla personalidade (por vezes ela incarna o seu filho desaparecido) e que, em acessos de fúria, mata todos os que aparecem em Crystal Lake.
Uma das suas potenciais vítimas, Alice, decide enfrentar Mrs. Vorhees, conseguindo decapita-la num violento confronto, terminando assim toda a violência de Crystal Lake... ou não?
Cinco anos mais tarde, um homem descobre o paradeiro de Alice e assassina-a em sua casa. Ele é o agora adulto Jason Vorhees, que depois do assassinato regressa a Crystal Lake para assombrar o novo campo de férias e atacar todos os que por lá apareceram.
Na realidade, nunca foi explicado se Jason sobreviveu ao afogamento ou se é um fantasma. Apenas a lenda da sua presença é bem real. Tapando o rosto com uma máscara de hockey (roubada a uma das suas vítimas) e usando uma grande variedade de armas, Jason torna-se uma força de terror imparável.
Ao longo de 8 filmes nos anos 80, Jason permaneceu em Crystal Lake, chegando a ser morto por várias vezes, mas fazendo mais de uma centena de vítimas no grande ecrã. Foi sempre contrariado por alguns resistentes, mas nunca como em 1987, onde enfrentou uma jovem com poderes telepáticos.
Em 1988, no filme ‘Jason goes to Manhattan’, o assassino mascarado ataca um cruzeiro e vai parar a Nova Iorque, onde acaba por desaparecer nos esgotos.
Em 1993, Jason reaparece como um fantasma que salta de corpo em corpo à procura da sua meia irmã, e em 2002 é congelado criogenicamente, voltando a acordar no futuro como um assassino cyborg.
Em 2004, Jason enfrenta o seu maior pesadelo: Freddy Krueger, o homicida de ‘Pesadelo em Elm Street’.